3.4.09
Poetry Rules ou Activismo Poético - Pessoa
Caeiro
Gosto do ceu porque não creio que elle seja infinito.
Que pode ter comigo o que não começa nem acaba?
Não creio no infinito, não creio na eternidade.
Creio que o espaço começa numa parte e numa parte acaba
E agora e antes d`isso ha absolutamente nada.
Creio que o tempo tem um princicio e tem um fim,
E que antes e depois d`isso não havia tempo.
Porque ha de ser isto falso? Falso é fallar de infinitos
Como se soubessemos o que são de os podermos entender.
Não: tudo é uma quantidade de cousas.
Tudo é definido, tudo é limitado, tudo é cousas.
Fernando Pessoa
[Poema inédito, atribuído ao heterónimo Alberto Caeiro, transcrito por Jerónimo Pizarro]
2.4.09
Apito Encarnado, já! Ricardo Costa assina vitaliciamente!
De acordo com as nossas fontes, o Excelentíssimo Sr. Presidente da Comissão Disciplinar acaba de rubricar um contrato vitalício com o benfica. O novo reforço, apresentado dias depois da outra grande contratação da época (Lucílio, que já garantiu 1 troféu), já começou a justificar o contrato, castigando Lisandro Lopez por pretensa simulação! Rui Costa encontrou finalmente um substituto!
1.4.09
Activismo intemporâneo

" Com um governo que prende alguém injustamente, o lugar do homem justo é na prisão".
"Nunca a lei tornou um homem mais justo; é por causa do respeito pela lei que alguns bem-intencionados se tornam todos os dias agentes da injustiça".
Este livro será sempre a "bíblia", o manual dos "não-alinhados" , a estrela guia para todos aqueles que "têm consciência das injustiças a que estão sujeitas as minorias, num tempo em que os cidadãos são incitados a prestar culto ao dinheiro, porque o Estado sabe, como Thoreau denuncia, que o dinheiro silencia muitas perguntas que o homem de outro modo seria obrigado a fazer. Martin Luther King leu e releu "A Desobediência Civil" e nela aprendeu a estratégia da não-violência; Gandhi trazia sempre um exemplar na bagagem e leu outros ensaios do autor; Tolstoi aprendeu também em Thoreau a desobedecer e a organizar a resistência ao poder. O segundo texto de Thoreau, sobre John Brown, é límpido, torrencial, violento, mas profundamente humano e poético. A revolta é nele a consequência lógica dum desejo de harmonia".
Crise...

Um planeta chamado crise, um proteccionismo interior que se recusa, verbos vazios, a busca incessante, a inexorabilidade do tempo, o devir enquanto estado intermitente, o fado que nos esmaga, uma saudade que se arrasta, o nada a traços de tinta permanente, a verdadeira crise...a do homem enquanto pessoa.
Engordar mostrando a cultura da street!
Após o "duplo" lançamento, já está nas bancas o número 1 da freestyle...tirar o underground do fundo?
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