1. O prato que se parte e descobre os silêncios da vida
Chão adentro jaz uma alma entre os fragmentos da última hora
E aquele livro que se fecha antes de sentir o sopro fundo da morte
2. Como se a morte existisse para lá da vertigem desta paredes
E da humidade que me come os ossos
3. Já não estranho a tua presença posta a um canto
Já não estranho o sangue na boca feita pranto
18 XI 2009
23.11.09
18.11.09
16.11.09
Regresso aos lugares de sempre...
Le fabuleux destin d'Amelie Poulain
Musique: Yann Tiersen - Comptine d'un autre été: l'aprés midi
14.11.09
Poetry Rules - Paulo Alves
agora invento-te
deixaste muito longe o teu coração e por isso já não falo tanto de ti.
agora invento-te:
crio um mundo nos meus olhos para te olhar.
(mas não tenho a tua boca,
nem a ponte das nossas línguas).
deixaste muito longe o teu coração e por isso já não falo tanto de ti.
agora invento-te:
crio um mundo nos meus olhos para te olhar.
(mas não tenho a tua boca,
nem a ponte das nossas línguas).
10.11.09
Poetry Rules - Alberto de Serpa
Amores Infelizes
Amor de olhos nos olhos e silêncios,
de grandes palavras irremediáveis: sempre... nunca...,
de beijos nos olhos húmidos e nas frontes enrugadas,
de mãos nas mãos e nada mais...
Amor de grandes confidências ao luar e às estrelas,
de ciúmes que fazem insónias e sonetos pessimistas,
de aventurosos planos que se sabe impossíveis,
de perigos pneumónicos nas noites chuvosas, sob uma janela...
Amor de olhar nas águas rápidas e nocturnas do rio fundo,
com pensamentos românticos de suicídio fatal,
sentindo já no corpo o frio arrepiante da morte...
Amor de ir à igreja, depois, em manhã clara de Primavera,
e de acabar num hábito suportável e tranquilo...
Amor de olhos nos olhos e silêncios,
de grandes palavras irremediáveis: sempre... nunca...,
de beijos nos olhos húmidos e nas frontes enrugadas,
de mãos nas mãos e nada mais...
Amor de grandes confidências ao luar e às estrelas,
de ciúmes que fazem insónias e sonetos pessimistas,
de aventurosos planos que se sabe impossíveis,
de perigos pneumónicos nas noites chuvosas, sob uma janela...
Amor de olhar nas águas rápidas e nocturnas do rio fundo,
com pensamentos românticos de suicídio fatal,
sentindo já no corpo o frio arrepiante da morte...
Amor de ir à igreja, depois, em manhã clara de Primavera,
e de acabar num hábito suportável e tranquilo...
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